Hoje a pergunta com que acordei de manhã era simples: se houvesse uma coisa em que pudesses melhorar o país, em que seria?
Receio comunicar que não consegui dar uma resposta única, apenas reduzi a duas: um sistema de justiça funcional (não perfeito, mas rápido) e políticos responsáveis. Como tal surgiu a ideia da Fundação Justiça e Verdade. Como não gosto de instituições que ultrapassam o seu tempo de vida, os dois objectivos finais para mim são claros:
- Justiça – Tempo médio de um processo judicial inferior a um mês com pelo menos metade dos casos abaixo das duas semanas. Um processo com recurso a todas as instâncias superiores demora menos de 6 meses no total.
- Verdade – Os políticos e detentores de cargos públicos serão processados por incumprimento de uma promessa pública em pelo menos 50% dos casos detectados.
Ambos são possíveis de avançar e indicam condição de fim para a Fundação. Sugestões para melhorar os objectivos? Alguém estaria interessado em participar num projecto destes?

Sim, acho que é possível porque noutros países também funciona
)
Participar como já agora?
Hugz,
Luís
Neste momento não está definida qualquer forma de participação. Cada um pode ajudar no que quiser. Agora? Divulgação ajuda, gostava de pôr o máximo de olhos nestes objectivos.
Cumprimentos,
João Miguel Neves
Vou por um link no meu blog e vou tentar passar a palavra também.
Acredito mais na primeira premissa que na segunda, sou-te sincero. A segunda é mais utópica, porque sinceramente cada vez mais acredito que a política é um jogo de show-off e muito pouco de ideais; é mais jogo das cadeiras, infelizmente.
Talvez uma pressuponha a outra, não te sei responder… Mas a primeira era importante existir! E, como disse, ser caminho para a segunda.
Concordo com o Ricardo, o segundo objectivo parece-me mais complicado.
Um acompanhamento do nível real de cumprimento de cada promessa seria mais fácil e talvez chegasse aos mesmos objectivos.
O segundo objectivo não é difícil (a “promessa pública” é algo presente no nosso código civil). Só é algo historicamente pouco usado, tanto quanto sei. ainda menos devido ao custo gigantesco da nossa justiça (em tempo e dinheiro). Daí que os objectivos estejam ligados.
Pedro, o tracking das promessas seria muito interessante.
Cumprimentos,
João Miguel Neves
João,
Face à justiça: de facto é muito lenta e certamente que pode e deve ser agilizada. Mas se formos analisar um pouco, vemos que se há uma parte burocrática que atrasa todo o sistema e em muitos casos isso é o problema, essa mesma burocracia é a garantia de, por exemplo, não haver escutas indevidas! Há casos simples que levam tempo e não deviam mas os casos complexos devem _sempre_ levar muito tempo, caso contrário é porque provavalmente algo estará mal.
Ressalvo uma vez mais, agilizar sim mas com muito cuidadinho.
Já face à segunda proposta, é muito entusiasmante
o problema é arranjar as métricas
A ideia é acelerar a justiça, não torná-la sumária criando novas injustiças.
Actualmente algumas das garantias que referes não funcionam exactamente porque não há reposta em tempo útil, aumentando-se impunidades e injustiças. Olhando para os processos existentes, há muito mais a fazer do que eliminar direitos, liberdades e garantias.
Cumprimentos,
João Miguel Neves
Sinceramente acho que a criação de um profile algures ou uma mailing list que permitisse o registo de pessoas que se interessam por isso, seria suficiente para muita coisa.
Depois então com essa lista de contactos, podia-se então discutir moldes de actuação, porque se juntar-mos muitas pessoas, isso só por si é o suficiente para os políticos encararem estes pontos de outra forma.
Isto porque os principais argumentos deles é que ninguém quer saber, por exemplo se 10 000 pessoas quisessem saber já era significativo, porque 10 000 pessoas organizadas podem causar muito alarido.
Agora a especificidade da tua proposta pode dividir as pessoas, quanto mais geral fores mais pessoas atrais, e julgo que deve ser por aí que deves começar.
Eu sinceramente ajudava-te e não me importo de te ajudar no que poder, assim que poder, mas agora a minha vida está demasiado complicada e tenho de me focar no essencial.