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Proposta: Fundação Justiça e Verdade

Hoje a pergunta com que acordei de manhã era simples: se houvesse uma coisa em que pudesses melhorar o país, em que seria?

Receio comunicar que não consegui dar uma resposta única, apenas reduzi a duas: um sistema de justiça funcional (não perfeito, mas rápido) e políticos responsáveis. Como tal surgiu a ideia da Fundação Justiça e Verdade. Como não gosto de instituições que ultrapassam o seu tempo de vida, os dois objectivos finais para mim são claros:

  1. Justiça – Tempo médio de um processo judicial inferior a um mês com pelo menos metade dos casos abaixo das duas semanas. Um processo com recurso a todas as instâncias superiores demora menos de 6 meses no total.
  2. Verdade – Os políticos e detentores de cargos públicos serão processados por incumprimento de uma promessa pública em pelo menos 50% dos casos detectados.

Ambos são possíveis de avançar e indicam condição de fim para a Fundação. Sugestões para melhorar os objectivos? Alguém estaria interessado em participar num projecto destes?

Posted in Sociedade.

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9 Responses

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  1. Luís Miguel Silva says

    Sim, acho que é possível porque noutros países também funciona :o)

    Participar como já agora?

    Hugz,
    Luís

  2. mestrejoao says

    Neste momento não está definida qualquer forma de participação. Cada um pode ajudar no que quiser. Agora? Divulgação ajuda, gostava de pôr o máximo de olhos nestes objectivos.

    Cumprimentos,
    João Miguel Neves

  3. Ricardo Ramalho says

    Vou por um link no meu blog e vou tentar passar a palavra também.

    Acredito mais na primeira premissa que na segunda, sou-te sincero. A segunda é mais utópica, porque sinceramente cada vez mais acredito que a política é um jogo de show-off e muito pouco de ideais; é mais jogo das cadeiras, infelizmente.

    Talvez uma pressuponha a outra, não te sei responder… Mas a primeira era importante existir! E, como disse, ser caminho para a segunda.

  4. Pedro Morais says

    Concordo com o Ricardo, o segundo objectivo parece-me mais complicado.

    Um acompanhamento do nível real de cumprimento de cada promessa seria mais fácil e talvez chegasse aos mesmos objectivos.

  5. mestrejoao says

    O segundo objectivo não é difícil (a “promessa pública” é algo presente no nosso código civil). Só é algo historicamente pouco usado, tanto quanto sei. ainda menos devido ao custo gigantesco da nossa justiça (em tempo e dinheiro). Daí que os objectivos estejam ligados.

    Pedro, o tracking das promessas seria muito interessante.

    Cumprimentos,
    João Miguel Neves

  6. Gil Brandao says

    João,

    Face à justiça: de facto é muito lenta e certamente que pode e deve ser agilizada. Mas se formos analisar um pouco, vemos que se há uma parte burocrática que atrasa todo o sistema e em muitos casos isso é o problema, essa mesma burocracia é a garantia de, por exemplo, não haver escutas indevidas! Há casos simples que levam tempo e não deviam mas os casos complexos devem _sempre_ levar muito tempo, caso contrário é porque provavalmente algo estará mal.

    Ressalvo uma vez mais, agilizar sim mas com muito cuidadinho.

    Já face à segunda proposta, é muito entusiasmante 🙂 o problema é arranjar as métricas 😉

  7. mestrejoao says

    A ideia é acelerar a justiça, não torná-la sumária criando novas injustiças.

    Actualmente algumas das garantias que referes não funcionam exactamente porque não há reposta em tempo útil, aumentando-se impunidades e injustiças. Olhando para os processos existentes, há muito mais a fazer do que eliminar direitos, liberdades e garantias.

    Cumprimentos,
    João Miguel Neves

  8. Alexandre Faria says

    Sinceramente acho que a criação de um profile algures ou uma mailing list que permitisse o registo de pessoas que se interessam por isso, seria suficiente para muita coisa.

    Depois então com essa lista de contactos, podia-se então discutir moldes de actuação, porque se juntar-mos muitas pessoas, isso só por si é o suficiente para os políticos encararem estes pontos de outra forma.

    Isto porque os principais argumentos deles é que ninguém quer saber, por exemplo se 10 000 pessoas quisessem saber já era significativo, porque 10 000 pessoas organizadas podem causar muito alarido.

    Agora a especificidade da tua proposta pode dividir as pessoas, quanto mais geral fores mais pessoas atrais, e julgo que deve ser por aí que deves começar.

    Eu sinceramente ajudava-te e não me importo de te ajudar no que poder, assim que poder, mas agora a minha vida está demasiado complicada e tenho de me focar no essencial.

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  1. » Efeitos de uma pequena mudança » Arquivo do Blog » A loja do Mestre João linked to this post on 17 de Agosto de 2009

    […] pouco em resposta a um artigo anterior, o Mário Valente escreveu “Uma Coisa Para Melhorar o País”. A proposta dele é […]



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